O Outro


“O inferno são os outros”!

Partindo dessa premissa escatológica de Jean-Paul Sartre, como um espelho mágico, vemos refletidos todos os nossos clichês e entendimentos “inteligentinhos”, que alimentamos e propalamos como uma panacéia moderna e inovadora. Mas assim, escapamos de um momento de amor profundo e verdadeiro, um encontro sobrenatural com a nossa própria tradução.

Os resquícios do “egocentrismo primordial” que nós correlaciona ao mundo áspero e desproporcional da infância, a despeito da teimosa resistência que algumas dessas “crianças” sustentam, negaceando o prosseguimento natural do amadurecimento adulto, fruto do enfrentamento aos alicerces claustros do abandono e seus traumas, custam muito caro ao nosso inexorável envolvimento com a desvelada tomada de consciência da nossa realidade, e verdade humana.

Existimos! Somos! Estamos, e concretamente sentimos.

Desatar amarras implica em aceitar as próprias verdades, dando passo e rima as verdades reveladas, não por pneumas à pítias enfadas com o *museu de novidades” dos algoritmos e das artificialidades, mas pelo olhar corajoso e desapaixonado a decifrar-se como o oráculo, conhecendo a si mesmo!

Na ânsia de escaparmos ao desamparo acriançado do “infante tardio”, postergamos esse encontro, negaceado por nossa acomodada frustração, desperdiçando um caduceu de tesouros incalculáveis, inferidos e empenhados nos votos de amor, próprios ou prodigalizados, entre as realidades pétreas e as sobrenaturais.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Crise na Igreja?

Santa Mãe de Deus!