A MISSA "CISMÁTICA"
A MISSA “CISMÁTICA”!
Enfim a “profecia” de Dom Marcel Lefebvre se cumpriu! A “nova Igreja” mundanizada de Paulo VI não é mais “Católica”, não é mais “Apostólica”, e penso eu, não é mais “cristã”!
Vejamos!
No anoitecer da quinta-feira, depois de expulsar o “progressista” traidor Judas Iscariotes, Jesus cumprindo as tradições judaicas e fundando as novas tradições Divinas, ordenou aos seus apóstolos e discípulos a persecução de uma nova liturgia, memorial de sua paixão, morte e ressurreição, a ser vivida eternamente a partir daquele ato santo, imprescritível, irrevogável e perpétuo, até o fim dos tempos, na “Parusia”!
Nenhum de seus ricos e sagrados ritos, em nenhum tempo, por nenhum motivo, nem mesmo nas perseguições de Nero, Diocleciano, Hitler ou Stálin, foi sequer flexibilizado, até a Heresia de Paulo VI e seu Concílio satânico. Pois só a inspiração demoníaca explicaria jogar no lixo 2000 anos de tradições, martírios e inspiração Divina, para jactar-se e pavonear-se pela “invenção de um rito” mundano, herege e Cismático!
Muitos frutos brotaram no seio da Igreja, enriquecendo suas tradições, seu magistério, e sua ritualística, sempre e tão somente após sua consolidação pela comunidade eclesial, e inspiração do Espírito Santo de Deus!
Nenhuma oração, exortação, manifestação litúrgica jamais “profanou” a memória de Cristo, degradando e mundanizando os atos de amor dos seus verdadeiros fieis, ou os votos dos seus autênticos discípulos que, a muito tempo, são pouco numerosos.
Não ânsia de servir ao mundo e não a Deus, vendeu-se o mais sagrado dos ritos de amor a Cristo e a Deus: a Santa Missa!
Desconstruíram seus belos altares, expulsaram o sacrário, proibiram e criminalizaram as manifestações vivas de respeito, recato, e entrega ao redentor do mundo!
ORIGEM DA MISSA
A Santa Missa é, antes de mais nada, a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, o grande evento Pascal. A Missa está ligada à Última Ceia, porém Jesus estava ali celebrando a Páscoa judaica. Desde cedo os cristãos foram organizando a sua celebração da Eucaristia juntando essas duas realidades.
PARTES DA MISSA
A Missa é celebrada em duas partes: Celebração da Palavra e Celebração da Eucarística.
A primeira parte é mais missionária. A Celebração da Palavra é um pouco para todo mundo. Desde os primeiros cristãos, essa parte era mais aberta. Todo mundo participava da Celebração da Palavra, quando o padre terminava a homilia, um diácono surgia dizendo “Fora aos catecúmenos” (catecúmeno vem do latim - catechumenu e do grego - katechoúmenos - que é aquele que se prepara e se instrui para receber o batismo). Da expressão dita pelo diácono ao final da Celebração da Palavra ite, missa est - do latim, vocês estão dispensados, surgiu o nome Missa, para todas as celebrações cristãs.
Terminada a primeira parte da Missa, ficava apenas a comunidade dos fiéis para celebrar a segunda parte, que é a Liturgia Eucarística. Ou seja, a segunda parte da Missa é reservada apenas aos que realmente tenham fé e saibam o que está sendo celebrado, a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
COMO SURGIU A TRADIÇÃO DAS PARTES DA MISSA?
A Páscoa judaica era celebrada fazendo a leitura das Sagradas Escrituras, em Lc 4, 16-19 Jesus participa de uma dessas celebrações na Sinagoga lendo uma passagem do livro de Isaías (Is 61, 1-2) e logo em seguida a explica. Dessa celebração judaica vem toda a Liturgia da Palavra, que é toda a primeira parte da Santa Missa.
Logo em seguida, vem a Celebração Eucarística propriamente dita, o Sacrifício Eucarístico. É a refeição de Jesus Cristo com seus discípulos, porém, num conjunto maior, num conjunto de oração, de um sacrifício de louvor. Eucaristia, do grego Eucharístia quer dizer isso, ação de graças.
Desde o início os cristãos foram formando os seus textos de oração eucarística - não existia o Missal como hoje em dia -, mas as pessoas tinham um esquema mental de como rezar e isso nós herdamos, de certa forma, do povo judeu. A Liturgia Eucarística está totalmente montada na tradição judaica.
TRADIÇÃO LITÚRGICA
A tradição litúrgica vem desde o ano de 155, quando São Justino escreve uma carta ao imperador romano Antonino Pio (138-161) descrevendo como é a Missa. Nessa descrição, São Justino descreve que os cristãos se reúnem no primeiro dia da Semana, pois foi o dia da Ressurreição de Cristo (Mc 16,2). A palavra domingo vem do latim Dies Dominicus, dia do Senhor (antes era chamado de Dies Solis, dia do Sol, por causa dos deuses pagãos).
Segue a transcrição da carta de São Justino:
“No dia ‘do Sol’, como é chamado, reúnem-se num mesmo lugar os habitantes, quer das cidades, quer dos campos.
Leem-se, na medida em que o tempo o permite, ora os comentários dos Apóstolos, ora os escritos dos Profetas.
Depois, quando o leitor terminou, o que preside toma a palavra para aconselhar e exortar à imitação de tão sublimes ensinamentos.
A seguir, pomo-nos todos de pé e elevamos nossas preces por nós mesmos (...) e por todos os outros, onde quer que estejam, a fim de sermos de fato justos por nossa vida e por nossas ações, e fiéis de sermos de fato justos por nossa vida e por nossas ações, e fiéis aos mandamentos, para assim obtermos a salvação eterna.
Quando as orações terminaram, saudamo-nos uns aos outros com um ósculo. Em seguida, leva-se àquele que preside aos irmãos pão e um cálice de água e de vinho misturados.
Ele os toma e faz subir louvor e glória ao Pai do universo, no nome do Filho e do Espírito Santo e rende graças (em grego: eucharistía, que significa ‘ação de graças’ longamente pelo fato de termos sido julgados dignos destes dons).
Terminadas as orações e as ações de graças, todo o povo presente prorrompe numa aclamação dizendo: Amém.
Depois de o presidente ter feito a ação de graças e o povo respondido, os que entre nós se chamam diáconos distribuem a todos os presentes pão, vinho e água ‘eucaristizados’ e levam (também) aos ausentes.”
A IGREJA SEM RUMO
A Santa Missa, mundanizada e protestantizada, onde se substituí a reverência pelo aplauso; o recato pela euforia; o mistério sobrenatural pela representação circense, com padres encenando possessões e usando dialetos fantasiosos, como “país de santo” ou feiticeiros de faz de conta.
Padres mundanos, disfarçados e fantasiados de “moderninhos” agora são parte do “mundo progressista”. Participam ativamente da depravação que deveriam apartar os “pequeninos de Deus”. Negociam a salvação de adúlteros, corruptos e pagãos, como se deles resultasse em qualquer participação.
Os sacerdotes de Cristo, são imprescindíveis nos planos de Deus! Mas aqueles que vivem a sua vocação, e não um “emprego vantajoso”, que os tira da miséria e lhes concede status e prestígio. Me refiro aqueles que verdadeiramente e sem vantagens, facilitismos, vaidades, barganhas ou condicionamentos, se entregam nas mãos do Senhor, servindo a sua obra e doando-se a salvação dos irmãos.
E a isso não faltam exemplos.
Vemos sacerdotes que verdadeiramente servem a obra de Deus, desde de Pio de Pietrelcina a Bento de Núrsia; de Teresinha de Lisieux a Brígida da Suécia; de Francisco de Assis a Fulton Sheen.
Pio expulsava os repórteres que insistiam em fotografa-lo.
Francisco chorou copiosamente quando membros de sua ordem acumularam doações, em sua ausência.
Teresinha jamais sorriu em uma única fotografia, mesmo sendo tiradas por sua irmã, por puro recato.
E eu duvido muito que Santa Brígida “comemorasse” a vitória de alguma Escola de Samba.
Mas nos “modernos seminários”, a protestantização é o novo paradigma da formação de futuros, “hereges sem batina” e sem fé!
Na Europa, 98% por cento dos sacerdotes manifestam, abertamente, a sua incredulidade na presença viva do Cristo na Eucaristia. Aqui no Brasil, a CNBB impediu que semelhante pesquisa fosse realizada. Por certo, com medo de um resultado semelhante.
Resta-nos tão somente a esperança que as Ordens tradicionais e os sacerdotes vocacionados, resistam a este “Tsunami” maléfico que corrompeu as estruturas institucionalizados da “Igreja pagã”, e preservem o perfume da fé e o odor de santidade, que tão vivamente conquistou o espírito de Santo Agostinho.
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