Perplexidade



Todos nós, em algum momento de angústia, nos perguntamos qual o sentido da vida. Sob essa “pergunta-armadilha”, sobeja nossa abissal parvoíce, ante a perplexidade da intangível compreensão da sua extensão, profundidade e magnitude.

Desconcertados, seguimos em frente “equilibrando os pratos”, por assim dizer, sem norte ou rumo. Apenas seguindo a maré.

Mas, por consequência ou desfecho, voltamos à mesma perplexidade e somos tragados pela mesma procel que nos desnorteou, e que agora, nos paralisa!
Agora, “no inverno de nossa existência”, à questionamos, silentes e ignotos.
Por quê tudo isso?
Prá quê?
Por quem?
O quê isso vale?
Qual é o sentido?
Será que sobrevivemos à nossa utilidade?
Poderá resultar de nossa marcha, trôpega e claudicante, consequência aproveitável plausível?
A que propósito, objetivo ou interesse, serve tanta dor, martírio, flagelo ou desdita?

Indago se “há”, tudo o que há!
Desconfio de mim e meus propósitos!
E questiono a utilidade de tanto provimento e doação.

Nesse abismo vazio e surdo, não se sustentam as palavras e súplicas, não retumbam os clamores ou prantos. Sobrestaram as ilusões e vaticínios de esperança malsã.

Neste deserto de sentidos, restam os esqueletos dos cândidos desejos e das tentações decompostas.

Vazio!
Sinto apenas o incognoscível vazio…

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