A Paz de Cristo e o Amor de Maria
Meu irmão, minha irmã, é com muita tranquilidade que peço licença a você para conversar, nesta manhã.
Tenho visto, com certa perplexidade, o sofrimento dos homens, afastados de Deus.
Em nossa incompreensão da mensagem, da palavra, da verdade que é o plano de Deus, esse “mapa do caminho”, traduzido em uma linguagem acessível a nós através da nossa limitada inteligência, nessa incompreensão reside a nossa dor, o sofrimento intransponível e insuportável, dos que se encontram perdidos na tempestade dos tempos.
Quando perdemos a graça de Deus, ao que explicamos didaticamente como resultado do “pecado original”, ainda que não saibamos claramente “o quê” venha a ser esse pecado, perdemos a “ligação” com Deus, com suas pessoas, com a compreensão de “quem”, e do “quê” somos.
Não obstante todas e tantas ações e intervenções divinas, como náufragos entorpecidos pelas tribulações do nosso descaminho, nos afastamos inexoravelmente dos sinais e chamados; para acalmarmos os sentidos, e retornarmos à pátria. E os sinais não foram poucos!
Perdidos da verdade que é Deus, vagamos pelo imenso deserto de uma existência vazia de propósito, desprovida de santidade, e no abandono de nós mesmos aos caprichos, paixões, vaidades e sentimentalismos.
Amparado em sua natural misericórdia, Deus nos “ajuntou” ao seu redor, acendeu uma fogueira clara e luminosa, na qual incinerou todos os nossos preconceitos tacanhos, misticismos ignorantes, superstições arrogantes, resignificando a verdade da qual tanto nos afastamos.
Não desperdiçou um único momento em escritos ou registros, que tanto estimamos em nossa abissal ignorância. Nos revelou a única e necessária verdade, que ardia como uma chama purgativa, uma luz intensa que fulmina as trevas e colore de esperanças os corações, e as almas cansadas: o seu amor!
Nenhuma letra, daqueles setenta e três livros, foi capaz de traduzir ou mesmo transmitir com idêntica intensidade, essa avassaladora mensagem: amai!
Ele caminhou por três anos para ensinar e revelar tudo o que importa, e que resulta nesta única verdade: amai!
Repetiu incessantemente cada um dos seus mandamentos, que juntos desenham toda a verdade: amai!
A graça que nos alimenta e nos sustenta longe da pátria, e que nos escapou entre os dedos, quando nos perdemos “de casa”, é nosso traço comum. Identidade que nos aproxima e assemelha, quando desligados da carne, em uma união perfeita de consciência e vontade, manifesta na santidade dos que são acolhidos nesse amor.
E esse encontro, é inafastável e decisivo, entre cada alma humana e a divina misericórdia, na pessoa do Espírito Santo de Deus.
Não é programado ou pré-estabelecido em nenhum rito, norma ou doutrina. É antes um reencontro e uma decisão, como ato de amor, que é!
Tem a profundidade consciente de uma escolha, na liberdade das convicções, em nada perturbadas por sentimentalidades malsãs ou sedutoras.
Uma escolha da alma!
Nós, padecentes das carências da graça, aproximados pela tragédia comum, buscamos religar-nos a existência harmoniosa com Deus, reacendendo em nosso espírito o amor restaurador e vivificante, no diálogo ardente da oração e das preces, erigidas sobre as bases da humildade e da penitência, e da renúncia ao “encantamento” sedutor do mundo, vivendo a Trindade do Amor.
Amai!
Amai!
Amai!
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